O que é Realidade Aumentada (AR)?
  • Renata de Freitas Camargo

O que é Realidade Aumentada (AR)?

O glossário de TI do Gartner define a realidade aumentada como “o uso em tempo real de informações na forma de texto, gráficos, áudio e outros aprimoramentos virtuais integrados a objetos do mundo real.”


Simplificadamente, a AR (sigla do termo em inglês “Augmented Reality”) combina o mundo real ao nosso redor com elementos digitais, de modo a identificar elementos do mundo real e sobrepô-los com conteúdos digitais.


Neste artigo explicaremos um pouco mais sobre a tecnologia. Então, se você quiser entender de uma vez por todas o que é realidade aumentada, invista alguns minutos nesta leitura!


Realidade aumentada é o mesmo que realidade virtual?


Muitas pessoas costumam confundir realidade aumentada com realidade virtual (VR), o que é um erro. Como mencionado em um texto publicado no site da Forbes, enquanto a VR cria um ambiente artificial, a AR usa o ambiente existente ao sobrepor novas informações, permitindo que o usuário experimente a realidade de uma maneira mais intensa e envolvente.


Portanto, antes de qualquer coisa, reforçamos que realidade aumentada é o resultado do uso da tecnologia para sobrepor informações - sons, imagens e texto - ao mundo que vemos. Para isso, a AR requer mapeamento dinâmico do mundo real ao nosso redor e visão computacional.


Dentre as vantagens da Realidade Aumentada para empresas destacamos:

  • Aumento de engajamento e interação, fornecendo uma experiência mais rica;

  • Aumento do valor percebido de produtos e marcas;

  • Facilidade em ser acessada pelo consumidor;

  • Aprimoramento da experiência de compra;

  • Aumento da satisfação e fidelidade da marca; e

  • Torna o processo de decisão mais ágil.


Falamos mais sobre os benefícios da realidade aumentada e por que investir na tecnologia neste artigo.



Como a realidade aumentada é acionada?


Para entender o que é realidade aumentada é importante saber como a tecnologia pode ser acionada. Hoje existem algumas formas de se acessar conteúdos em Realidade Aumentada, como:



Marcadores

Até pouco tempo eram mais comuns os conteúdos em AR acionados por marcadores. Ou seja, para que a AR fosse acessada a pessoa tinha que apontar a câmera do dispositivo móvel para um marcador que, por sua vez, identificava a imagem e projetava objeto virtual sobre ela.


Os marcadores podem ser QR Codes, rótulos, entre outros elementos gráficos que podem ser escaneados pela câmera de aplicativos desenvolvidos especialmente para isso.


No exemplo do vídeo acima, a revista funciona como marcador para visualizar os móveis da IKEA em realidade aumentada.


Já nesse outro vídeo não é necessário mais o marcador, porém o usuário ainda precisa baixar o aplicativo da IKEA para visualizar os produtos.



Websites e resultados de busca

Atualmente a tecnologia AR já permite identificar superfícies para projetar seus elementos digitais, ou seja, os marcadores já não são mais tão necessários. Esse recurso permite acessar conteúdos em AR direto em websites ou até mesmo nos resultados de busca do Google. Basta acionar o modelo em AR através dos ícones de AR, escanear uma superfície como chão ou mesa e projetar o modelo.



Por exemplo, se você acessar o site da Azuba (azuba.com.br/ar) com seu tablet ou smartphone, verá na prática exemplos de projetos para a construção civil em AR acionados por ícones. Basta seguir as instruções da página para ver aí na sua frente a planta de um apartamento ou uma torradeira em escala real.



Um outro exemplo bem parecido com o da Azuba pode ser visto no site da Apple norte-americana. Ao acessar pelo celular ou tablet o endereço apple.com/iphone-11 ou apple.com/iphone-11-pro, você consegue ter a experiência de realidade aumentada, visualizando o Iphone 11 ou 11 Pro (role a tela até “see Iphone in AR”) bem na sua frente.


Perceba que tanto no caso da Azuba quanto no da Apple, você consegue interagir com a imagem projetada, movimentando-a e visualizando o produto em escala real.



Reconhecimento facial

Partes do corpo como rostos, mãos e pés também podem ser identificados para receberem as projeções. Os filtros do Snapchat e Instagram são exemplos muito comuns desse recurso que reconhecem até mesmo animais:



Reconhecimento de local

Embora ainda em fase de desenvolvimento e testes, a Google está investindo em recursos de AR para o Google Maps. Com eles será possível visualizar setas e indicações do local que você procura.


Qual desses acionamentos o Pokemón go utilizava em seu lançamento? A resposta é: nenhum! Embora tenha popularizado o termo, o Pokemón Go em 2016 não poderia ser considerado AR, uma vez que não fazia esse reconhecimento do mundo real. Por isso era comum ver a projeção dos monstrinhos flutuando sobre a imagem da câmera, ignorando superfícies do mundo real. Na imagem abaixo, por exemplo, o pokémon aparece flutuando sobre o painel do carro:


SOPHIA KEMBOWSKI/AFP/Getty Images


Existem muitos aplicativos no mercado que também prometem conteúdos em realidade aumentada mas que não passam de modelos 3D flutuando à frente da imagem da câmera, sem fazerem nenhum reconhecimento do mundo real. Nestes casos perde-se totalmente a visualização em tamanho real dos objetos.



Como surgiu a realidade aumentada?


Muitos acham que foi o Pokémon Go que estreou a tecnologia. O termo “Augmented Reality” propriamente dito foi cunhado por Thomas P. Caudell, da Boeing, em 1990, mas a tecnologia já existia antes disso, conforme relatado no site Colocation America.


Diz o texto que um dos grandes desenvolvimentos em realidade aumentada aconteceu em 1974 por Myron Krueger. O projeto foi chamado de Videoplace e combinava um sistema de projeção e câmeras de vídeo que produziam sombras na tela. Essa configuração fez o usuário sentir como se estivesse em um ambiente interativo.


Em 1992, Louis Rosenburg, do Laboratório de Pesquisa da USAF Armstrong, criou o Virtual Fixtures, primeiro sistema operacional de realidade aumentada. Tratava-se de um sistema robótico que colocava informações no topo do ambiente de trabalho dos trabalhadores para ajudar na eficiência. O sistema pode hoje ser visto como uma versão inicial do que a maioria dos sistemas de AR faz atualmente.


Em 1994 o mundo viu a primeira produção teatral a usar a realidade aumentada. "Dancing in Cyberspace" apresentou acrobatas dançando dentro e ao redor de objetos virtuais no palco.

Quatro anos depois a Sportsvision mostrou o primeiro marcador amarelo virtual original durante um jogo ao vivo da NFL. Indo para 1999, a NASA integrou a realidade aumentada em sua espaçonave X-38 para ajudar a melhorar a navegação durante seus voos de teste.


No entanto, foi em 2000 que um importante avanço se deu. Hirokazu Kato, do Nara Instituto de Ciência e Tecnologia (Japão), criou e lançou um software chamado ARToolKit. Por meio deste software passou a ser possível capturar ações do mundo real e combiná-las com interações de objetos virtuais.


No ano de 2009 o ARToolKit começou a disponibilizar a realidade aumentada para navegadores da Internet.


Já em 2014, o Google Glass foi disponibilizado para os consumidores. Apesar de não ter sido tão bem sucedido quanto os desenvolvedores esperavam, ele conseguiu mostrar o potencial do que poderia ser a realidade aumentada. Em 2016, a Microsoft lançou o HoloLens e no mesmo ano vimos a febre Pokémon Go tomar conta.


Em 2017 aconteceu uma explosão nos aplicativos de AR. Já em 2018 a Apple lançou o AR Quick Look, o qual incorpora visualizações do Quick Look em aplicativos e sites (como no exemplo que demos do site da Azuba) para permitir que os usuários vejam renderizações detalhadas. Por fim, em 2019 a Google apresentou a realidade aumentada em aplicativos de busca.


Isso foi uma breve história de um longo caminho percorrido para que a realidade aumentada chegasse onde está hoje. Com certeza muitos avanços ainda estão por vir e temos a segurança de afirmar que para os próximos anos a tecnologia será indispensável para empresas que quiserem se sobressair.



Concluindo


Para resumir o que é realidade aumentada, tenha em mente que ela utiliza informações em tempo real na forma de texto, gráficos, áudio e outros aprimoramentos virtuais integrados a objetos do mundo real. Justamente por haver essa integração é que quando a tecnologia de AR é bem desenvolvida, inclui reflexos do ambiente real nos objetos virtuais.


E agora que você entendeu o conceito, veja algumas aplicações para a realidade aumentada.


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